Em Bonito, no Mato Grosso do Sul, as agências de turismo lucram sem destruir a natureza.
Um projeto ajudou a implantar o voucher digital, um sistema que controla o número de visitantes por cada passeio.
E assim, o meio ambiente é preservado.
Bonito é um dos principais destinos turísticos do brasil.
Com pouco mais de 19 mil moradores, é uma ilha cercada de floresta.
O município fica pertinho do pantanal sul-matogrossense. Uma região com jacarés, onças, tamanduás e centenas de espécies de peixes.
A cidade recebe 115 mil turistas por ano.
E uma atração imperdível é o Rio Sucuri. Um lugar perfeito para praticar a flutuação, que é um tipo de mergulho na superfície.
A água é muito clara. Dá para enxergar os peixes lá no fundo.
E é o que eu vou fazer agora: descobrir se Bonito também é lindo debaixo d’água.
E aqui vou eu constatar que bonito não é famosa à toa.
Com a roupa de mergulho e um colete salva-vidas, não precisa fazer nenhum esforço físico.
Basta ficar parado e ser levado pela água. Um passeio tranquilo e, ao mesmo tempo, uma aventura.
“Perfeito, contato com a natureza, os peixinhos, a água super cristalina, não é frio, a roupa esquenta bastante, muito bom”, diz a turista Flávia Maria Lucas de Siqueira Fedossi.
O passeio dura 50 minutos.
Os turistas flutuam por dois quilômetros. E como a água é cristalina, dá para filmar e fotografar o passeio de ângulos bem diferentes.
Mas a melhor recordação vai ficar na memória. “Essa bela paisagem do Rio Sucuri, nós temos o contato aí com a natureza, o rio, com os peixes e é um belo descanso pra alívio do stress do dia a dia”, diz o turista Leandro Fedossi.
Agência premiada
Quem leva os turistas para o Rio Sucuri é o empresário Alex Furtado.
Ele é dono da agência de turismo vencedora do prêmio MPE Brasil e considerada pelos jurados a melhor do país.
É a única empresa do setor a ter a ISO 9001 e a ISO 14001. Convencer turistas do mundo inteiro a visitar bonito é a missão do empreendedor.
“É a escolha certa e única, se quer conhecer o melhor destino de ecoturismo do mundo. Além dele ser um destino onde a natureza é plena, é um destino diferenciado de todos os outros destinos do mundo. Nunca numa quilometragem quadrada, num circulo concentro tão pequeno, ele vai encontrar tantos e belos atrativos turísticos”, revela o empresário.
Mas é preciso negociar os pacotes turísticos com responsabilidade.
Por isso existe o voucher digital.
Um documento que estabelece quantas pessoas podem visitar um ponto turístico ao mesmo tempo.
Em Bonito, o projeto turismo responsável começou em 1994.
Participaram do estudo e da criação do valcher, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae) e as agências de turismo da região.
Para se chegar a um número de pessoas para cada atrativo, foram feitos estudos com especialistas, que definiram o número de visitantes por dia em cada ponto turístico.
O cliente pode escolher entre 80 pontos turísticos diferentes. O sistema do voucher é unificado.
Quando um passeio é vendido, as 48 agências que operam em bonito são informadas.
“Todas as agências, o município, o atrativo turístico sabe disso. Ela se apaga do sistema, essa vaga passa a ser do cliente, o cliente tem a garantia que ele vai poder vir daqui seis meses e vai poder flutuar nesse rio ou ir para essa cachoeira, ou observar essa gruta”, explica Furtado.
E 5% do valor de cada passeio vendido são revertidos em impostos para a prefeitura e aplicados na conservação da cidade.
Adriano Lindolfo é o gerente responsável pelo parque das cachoeiras.
Ele conta que o documento facilita o pagamento dos passeios.
“Ele organiza toda a parte financeira do atrativo, porque ele é praticamente um cheque ao portador, que o nosso atrativo vai receber da agência que o turista fez o pagamento lá”, afirma Adriano Lindolfo, gerente do parque das cachoeiras.
Com o voucher, o movimento aumentou 15%.
O parque recebe 20 mil turistas por ano. Mas o limite diário é 230 visitantes.
Eles vêm conhecer um conjunto de sete cachoeiras.
A principal tem uma queda d’água de 15 metros.
Quem chega sem o voucher não entra. É assim em qualquer atrativo.
O sistema acaba distribuindo a renda do turismo. Quando um passeio está lotado, o visitante escolhe outro destino.
E o turismo cresce a cada ano. 68% dos clientes são do estado de São Paulo.
A proximidade também traz milhares de visitantes do Paraguai. E com a preservação dos rios, cachoeiras e florestas, eles vão continuar chegando por muito tempo.
“A nossa agência tem um crescimento médio de 50% ao ano, há mais de oito anos, porque a gente vende prazer para o turista, vende felicidade, e é muito importante quando a gente vende férias, saber que é um mês que ele vai ter durante um ano todo que ele trabalha, então a nossa responsabilidade é muito grande, e a gente tem que fabricar mesmo sonhos para vender”, afirma Furtado.
G1/PEGN TV/DF
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