Segunda-Feira 22/07/2024 17:34

Errar, falhar... Por que negar?

Brasil - Opinião - Comportamento

(*) Odilon Medeiros

Tenho percebido que, a cada dia, as pessoas vão entendendo, cada vez mais, que errar faz parte do processo de ser humano. E começam a ser mais complacente e menos exigente consigo mesmo e com o outro.

 

E isso não quer dizer, absolutamente, que estejamos abrindo mão da qualidade. E também não estou fazendo nenhuma apologia à falta de precisão.

 

O que quero dizer é que se errei, por que não posso assumir esse meu erro? Outro dia ouvi de um gestor que “não posso me dar o direito de errar”. No meu entendimento isso já é um erro, pois, é lógico que em algum momento da sua vida (profissional ou não), ele irá errar. Agora, se ele vai assumir esse erro, é outra coisa. Por esse seu pensamento, sinceramente, acredito que não.

 

Por outro lado, já presenciei algumas cenas que merecem ser citadas. Um dia eu estava assistindo o dvd de um show gravado ao vivo de uma famosa cantora, quando ao iniciar uma música, ela, inesperadamente, parou de cantar, pediu desculpas ao público e ao maestro, e informou que havia esquecido de colocar o fone, que, acredito (já que não entendo nada de parte técnica de um show) deve nortear a sua apresentação. Colocou o aparelho e voltou a cantar.

 

O público aplaudiu a atitude da artista. Pode até ser uma ação previamente programada, tanto é que a cena não foi retirada durante a edição. Mas, e se não for? Qual interpretação podemos dar?

 

Como você avalia a atitude dela? O que foi melhor? Ela assumir que esqueceu o tal equipamento, pedir desculpas e voltar a exercer a sua atividade corretamente ou seria melhor ela arriscar a continuar ou ainda, o que é pior, culpar alguém por um possível insucesso?

 

Vamos fazer um paralelo desta ação da artista com a posição a ser tomada por um gestor. Na sua opinião, o que acontece quando um líder assume seu erro? Os seus liderados valorizam a ação e passam a admirá-lo ou acontece o contrário? Os liderados perdem a confiança nele? Será que você vai achar que perde?

 

Estou falando assim porque a maioria dos gestores tem um comportamento de certa forma padrão: não aceitar o próprio erro (enquanto não perdoam os erros dos liderados). Suponho que você não seja assim, mas se for, ainda há chances de deixar despertar novas visões/percepções sobre o ato de errar.

 

Pense: será que já não está na hora de revermos os nossos conceitos sobre essa exaltação exacerbada ao acerto? Afinal de contas, até o momento atual, o nosso paradigma é que acertar é tudo: essa é a nossa verdade e é isso que sabemos!

  

Entretanto, o filósofo alemão Nicolau de Cusa, na sua obra mais importante, a  Douta Ignorância, diz que quanto mais sábia uma pessoa for, mais ela reconhecerá a ignorância que lhe é própria. Contradição? Não, apenas um modo diferente de ver “a verdade”. Ele afirma ainda que o nosso conhecimento conceitual é meramente aproximativo. Sócrates também afirmava: “Só sei que nada sei”.

 

Assim, convido você para refletir um pouco. Será que você não está condicionado a não assumir os próprios erros? Ter como verdade que o certo, enquanto líder, é não assumir os erros? Tente analisar a sua trajetória profissional e ver as consequências das situações nas quais você esteve envolvido e independentemente da gravidade ou da importância que foi dada ao erro, como a sua equipe reagiu. Agora recomendo que você faça outro exercício: tente reconstruir mentalmente a situação.

 

O que você teria feito de diferente? Como a equipe estaria reagindo? Seria mais produtivo?

 

É claro que mudar não é tão simples, principalmente se você ocupa uma posição no alto escalão da empresa. Afinal, na sua cabeça podem estar se passando algumas mensagens contrárias ao que estou escrevendo, mas, na minha opinião, vale a pena tentar. Não sei como você vê essa situação, mas para mim, é algo que não tem volta.

 

E se você não muda, alguém estará mudando e ganhando a simpatia dos liderados que se traduz em maior comprometimento, motivação, produtividade, etc.

 

Entendo que essa é mais uma etapa nos processos espontâneos que a gestão de pessoas está sendo submetida, resgatando o ser humano que está em nós. Essa etapa também está livrando os gestores das amarras as quais eles mesmos se submetem, mostrando que não é necessário reinventar a roda ou buscar ideias mirabolantes para aparecer bem juntos às pessoas que lideram.

 

Lembre-se: O sucesso de um líder com as pessoas está nas ações simples, como o estabelecimento de um relacionamento de admiração e confiança. É sucesso que você quer ou não? Pense nisso: aja e seja feliz!

 

(*) Odilon Medeiros. Consultor em gestão de pessoas, coach, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas

 

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